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terça-feira, 29 de julho de 2014

Acreditar é essencial, mas a Atitude é que faz a diferença.

Saí muito bem da água, e sem me sentir esgotado, finalmente estava no primeiro pelotão...

Depois de algumas voltas em comboio naquele imenso grupo de ciclismo, não quis me acomodar e fui pra frente. Sem dificuldades estava liderando a prova junto aos grandes nomes do triathlon mundial. Lembro de encara-los sério, enquanto ria nos pensamentos... "hoje essa prova é minha!"

Derrepente houve um problema na percurso e todos tivemos que parar. A organização bloqueou o caminho. Enquanto isso reparei meu pneu traseiro vazio. Putz! Torcendo para que desse tempo, comecei a troca rapidamente, antes que houvesse a relargada. Tinha uma câmera e um tubo de ar comprimido no bolso.
Daria tempo, mas por alguma demência, comecei a inflar a câmera quando ela ainda estava parcialmente fora do pneu. Uff! Tentei empurrar para dentro mesmo sabendo que não daria certo. Então ainda com tempo, desinflei e à acomodei direito. Por sorte o CO2 ainda foi suficiente para encher o pneu com boa pressão.

Voltamos a competição, mas logo no sprint inicial, a bike não estava boa, alguma coisa fazia impossível de pedalar. Então tirei do bolso, mas poderia ter sido da manga, uma bike reserva! Pareciam duas ou três bombas de bicicleta juntas, que depois de montadas, se via uma monocicleta. E com apenas uma roda, comecei a me equilibrar, aquele era o meu dia e queria ganhar a prova de qualquer maneira!

Logo, fui buscando um pelotão. Mas a bicicleta montável, também não estava muito firme e começou a desmontar! Sem acreditar, olhava para baixo buscando uma solução.
Não valeram os esforços, até que a bike estava aos pedaços. Corri até a transição, onde havia um patins roller, e de uma roda passei para 8, "patinando" na tentativa de ganhar aquela prova.

Derrepente a bola do jogo, caiu na água! Totalmente fair-play desci da bicicleta, tirei a camisa e me joguei no mar. Com a bola na mão, a arremessei ainda de dentro da água e um último pelotão passou a levando, para continuar o jogo...
Corri até a minha bike, toda desmontada e ao lado estava o meu roller. Ainda desolado queria voltar para a competição, mas os primeiros já estavam por me dar uma volta, e já não teria mais chances. Depois de tanto lutar, tive que me retirar.

Logo estava numa mesa ao ar livre, num bar, onde pessoas assistiam o triathlon.
Encontrei alguns conhecidos e quando hesitei em começar a falar o tão bem que me sentia, que a prova era minha, e que estava tão próximo da vitória, mesmo com tudo aquilo que passou, desisti. Pois um "quase" não vale nada, pensei...

"Se você não concluir a travessia, ninguém vai querer saber das tempestades e desafios que sua embarcação passou."

Sonhos!!
Esses dias conversava com a Florência sobre o Triathlon.

Dizia que queria continuar treinando e competindo até 2016 assim, sem patrocínio...
Se pintasse alguma coisa que pudesse sustentar uma vida mediana, seguiria competindo, senão faria outra coisa!

Ela me dando forças disse que estava certo, deveria seguir buscando esse sonho. E na mesma hora respondi: "Isso não é sonho! É um objetivo."

Sonhos e objetivos não se deveriam confundir.
Quando vejo um atleta falando: "Estou chegando perto do meu sonho."
Penso comigo: 'Esse cara deve estar dormindo muito, ou está chegando na padaria!!' kkkk
Talvez o grande foco em alcançar objetivos gerem reflexos e idealizações nos sonhos noturnos.
Mas sonhos, são sonhos. Tão impossíveis de ser alcançados quanto os desejos.

Algumas pessoas idealizam um objetivo e o chamam de sonho, mas sonhos não têm um sentido lógico, seria um golpe de sorte, como ganhar na loteria.
Já os objetivos são alcançados com trabalho e planejamento, estabelecendo metas e pontos de "stop-loss". Não acontecem numa noite, os conquistamos passo-a-passo, no dia-a-dia.
No outro dia cedo entendi da onde veio a idéia da monocicleta!
Não ter os cifres no subconsciente já é um bom sinal!! haha

Os sonhos noturnos nos fazem pensar ou decifrar algo do inconsciente, além das boas risadas logo cedo quando acordamos! #patinando #bolaprafrente #quase #acreditar #torcedores...

Acreditar é essencial, mas ter atitude é que faz a diferença, faça do seu "sonho", um objetivo!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

DNF no Dash 113 em Floripa...

Homem de Ferro... só que não! haha

Esse foi o quinto final de semana seguido competindo, foram dois olímpicos, um sprint, um biathlon, esse meio-ironman, e ainda por vir mais um olímpico, pra fechar 6 provas em 7 finais de semana!

Assim, como reiterou minha treinadora Siri, sabia que não podia criar expectativas. Com tantas provas sucessivas, os treinos ficam prejudicados principalmente nas provas de longa distância, que requerem um maior volume de preparação.

Até já havia riscado a prova do meu calendário, apesar de ser uma oportunidade com boa premiação até o 8°colocado, além de a prova prometer um show na organização (como assim foi!).
Mas já havia vendido minha bike contra-relógio, não tinha mais planos de competir outra prova de longa distância tão cedo...

Que bom ter amigos, estava feliz só de estar participando da prova por força dos amigos!! Aquele negócio que o escritor Paulo Coelho diz que quando acreditamos e buscamos um sonho "o mundo conspira a seu favor", é pura verdade!!

E à duas semanas, num treino de piscina, tentava explicar porque eu não participaria:

Não tenho bike contra-relógio, "te empresto a minha", disse o Denis;

Não tenho hotel nem nada planejado. "vamos com nós", disse o Lima, "tem lugar lá na casa", disse o Deco;

Nem precisei pensar nas rodas e o Caratuva "arranjo um par pra vc", e no outro dia, "Só pegar lá em floripa", disse o Ruon.

Mas nem vou estar bem preparado, "fod@-$&, vamos lá pra curtir!" , disseram vários!!! :)

Hahaha não tinha como não ir... 

Fiz uma natação razoável, não saí com os primeiros, mas me sentia bem.
Nos primeiros quilômetros da bike quando fiz força pra colocar um bom ritmo, senti uma fisgada na posterior da coxa. Segurei o ritmo, na tentativa de recuperar mais na frente, mas as pontadas não me deixaram...
Um pouco antes dos 40km do pedal, achei que não valia a pena terminar a competição... Seria difícil fazer um top 8, e terminar a prova não era tão importante quanto evitar uma possível lesão.

Não foi das melhores experiências ter que abandonar. Quase continuei na bike com tanta torcida gritando meu nome. (Valeu pessoal!!) Mas pesei o lado profissional de uma nova temporada por vir.

Bom, jogo é jogo e temos que saber perder. O dia não foi como queria, mas parar, também estava dentro das possibilidades. Me sinto bem por ter arriscado, e melhor ainda de ter reparado o quão rico sou com meus amigos, na verdade é injustiça dizer que só percebi isso agora, pois com certeza já teria parado de treinar a muito tempo, se não fossem tantos amigos de competições, treinos, viagens e até daqui da blogosfera!!

Inclusive só constando que sempre tem aqueles amigos da onça tbm... rsrs
Hoje estou aqui terminando este post com tempo de sobra sem poder treinar pois um "amigo" me levou na clinica odontológica dele e me arrancaram 4 dentes!! haha Se não fosse o Alan, acho que não teria marcado nunca essa cirurgia, cheguei lá borrando as calças, mas foi tudo bem mais tranquilo do que imaginava, e já não tenho mais que me preocupar com os dentes do juízo!! (Obrigado Alan!!)

Vambora!! Essa recuperação tem que ser a jato, pois semana que vem tem mais...
Triathlon Olímpico de Caiobá!!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"I just want to be the best I can be." Siri Lindley

Nadando com dificuldade na ajuda dos 1900m de altitude e sendo quase o último atleta, estava bastante desmotivado para terminar essa carrera...
Já estava pronto para desistir (talvez eu não fosse mesmo bom pra isso!?), mas derrepente pensei no que minha treinadora, a Siri Lindley, sempre diz: "Apenas faça o melhor que você puder naquele dia, sem se preocupar com o resultado." A Siri ganhou sua primeira Copa do Mundo num dia que ela foi a última a sair da água. Grande atleta e exemplo!
Então pensei... Ao menos meia dúzia eu tenho que alcançar... rsrs

Ao final, também competimos por prazer e porque gostamos de "jogar", e assim fui escalando as montanhas de Guatapé o mais rápido possível, e como numa brincadeira contando nos retornos quem seria o próximo que iria ultrapassar... Fazendo as pernas e o pulmão queimar e me divertindo nas curvas estreitas das decidas a 60 km/h. Depois correndo consistentes 10km em 36'39", recuperando ainda mais algumas posições e de 45° ao sair da água terminei a Copa do Mundo de Guatapé em 27°!
Em entrevista a coloradotriathlon.com a Siri explica que fazer o seu melhor, sem expectativas de resultados, é muito mais fácil e menos pressão do que rotular um objetivo de ter que ganhar uma prova, ou ganhar pontos, ou ainda entrar para uma seleção.

Depois de tanto tempo machucado, e abençoado de ter uma treinadora como a Siri, essa prova foi um primeiro passo para ganhar confiança, principalmente no pedal onde estava tendo mais dificuldade durante a temporada.

De olho na próxima disputa no Rio de Janeiro com a prova do Rio Triathlon no dia 10 de Novembro!!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Be Like Water my Friend!

Não é fácil escrever sobre competições que não saem como planejadas.
Odeio dar desculpas, mas na falta de resultados, não me sobra outra opção... De qualquer maneira meu otimismo não me deixa ficar triste na hora de falar sobre os minhas derrotas.

Teria atualizado o blog mais cedo, porém tive alguns eventos acontecendo aqui em Boulder, além de uma divertida caminhada de 7 horas entre algumas montanhas aqui do Colorado, logo estarei postando sobre a aventura!
"Não peça por uma vida mais fácil, peça pela força para aguentar uma vida das difíceis."

Me chamou a atenção à alguns dias atrás quando assisti um documentário sobre o Bruce Lee, não sabia que ele também foi um grande filósofo e desenvolveu vários pensamentos na busca de ser um lutador virtuoso. Na suas meditações concluiu que não devem existir padrões para se chegar ao golpe perfeito, e que cada um deve achar o seu próprio caminho para atingir o pico.
"Be like water my friend!". Lee descreve que é necessário esvaziar sua mente e aquela ambição gananciosa da vitória e assim como a água, contornar improvisadamente cada obstáculo e passar graciosamente por qualquer obstáculo que cruze o seu caminho.


Em minha jornada para contornar a lesão que me acompanha por quase 10 meses, estive pesquisando e buscando melhorar em todas as maneiras que pude imaginar. Diminui o volume de corrida e começei a trabalhar contra o quadril dolorido, cheguei a fazer 8 horas por semana de puro alongamento, yoga e vários exercícios funcionais e de fisioterapia.

Aqui em Boulder tive uma grande evolução trabalhando com um dos parceiros do time da Siri, a Integrative Healing Acupuncture. Todd Plymale-Mallory fez um excelente trabalho de acumpuntura e massagem profunda dos tecidos.
Enquanto me sentia melhor, também tive a chance de começar a correr mais cedo com a ajuda da Altitude Physical Therapy, e pude utilizar uma esteira anti-gravitacional que elimina a gravidade aplicando força para levantar o corpo, reduzindo o peso carregado pelas pernas sendo possível treinar sobre um passo natural e ritimado.

E o ponto crucial foi minha última competição, onde finalmente descobri a raíz do problema e dei uma virada no processo de recuperação....


Ironman Boulder 70.3 

Com todo o tratamento e cuidado com o quadril, estava ficando cada dia mais animado e achei que poderia terminar aquele meio-ironman. Também estava descançado e com o polimento em dia!

Depois de uma boa natação, pulei na bicicleta e logo após alguns poucos quilômetros meus glúteos já doíam muito. Pensei em abandonar a prova, e da mesma maneira como penei no mês passado no Triathlon de Boulder Peak, alternei bastante entre querer desistir e a vontade de puxar o mais forte possível para recuperar o tempo perdido.
Chegando mais ou menos no km 40, estava ficando acostumado com a dor e pude fazer um esforço razoável, puxando o ritmo com outros dois atletas. Acabei pedalando os 90km em 2:16:04, o que não foi nada mal! Foi então que começei a correr e sentia a minha bunda literalmente como uma pedra, tentei caminhar alguns metros enquanto massageava a área e foi nessa hora que minha treinadora passou com sua moto e me disse para desistir da prova. Não ofereci resitência, pois não queria machucar nenhum outro tecido, e peguei uma carona até a zona de transição, e assim foi, final de prova.

A boa notícia, é que com todos os tratamentos e puxando o pedal com uma dor extrema, foi super fácil de detectar qual era o músculo irritado (gluteo médio) e também pude determinar que a lesão não estava se formando na corrida, mas sim por causa do ciclismo.

Passei um bom tempo pesquisando sobre biomecânica e regulagem da bike. Descobri que os glúteos formam uma parte importante do core, e ajuda a estabilizar o quadril dando suporte para uma pedalada ou passada mais eficiênte.

Estressando excessivamente essa musculatura, durante a bike apenas é possível magoar o músculo, porém uma vez que os pés tocam o chão e geram impacto, aquele imbalanço pode causar danos maiores aos tendões, ligamentos e fáscias.

Estudando as mais prováveis causas de estressar o glúteo médio, descobri que a posição do asento é essencial a se observar, e quanto mais para trás for a posição, mais os glúteos serão requisitados.
Então vc mulher que talvez queira trabalhar o bum-bum, seria uma boa idéia jogar o selim lá para trás! :o) Mas dessa maneira vc também terá prejuízo da potência gerada pelos quadríceps... Não valendo a pena se o seu plano for de ir rápido!

No final das contas, avançei meu selim por quase 2cm na tentativa de potencializar as coxas e achar um equilíbrio.
Estou me sentindo muito melhor nesses últimos dias, e hoje mesmo acabei de fazer um bom treino com minha "teammate" Super Bird!! Foram 16km com uma pequena dor já quase no final. Provavelmente foi a corrida mais longa desses últimos 6 meses!

Avançando como a água flui, e com suporte de um grande time, vou fazendo meu caminho até os próximos desafios!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fotos e Pensamentos de Mooolooolaabaa!!!


É acho que a previsão do peixe Mula atravessou mesmo meu caminho na primeira copa do mundo do ano!!!
Eu estava mais bem treinado que nunca e não tinha chances de não ter um resultado bom.

Hoje, acredito que o problema é que não estava tão bem treinado mentalmente. Matutando esses dias, depois de uma prova tão ruim, cheguei a uma provável solução...

Existem três variáveis psicológicas para acabar com seu desempenho, são elas: ansiedade, tensão e preocupação.
Não estava tenso, preocupado ou ansioso para a prova, me sentia pronto para enfrentá-la, estava treinado pra isso, inclusive mentalmente com confiança e sabia o que deveria ser feito.

Creio que o problema foi além da prova, se iniciou ainda em Curitiba, na correria do último mês: projetos do bolsa-atleta, da prefeitura, formatura, diploma, programa de viagens, hotel, trocar dólares, planejar treinos, deixar uma procuração para meu pai resolver os problemas ainda pendentes, vender rodas, bicicleta, moto, relógios para arrecadar dinheiro pra viagem, entre outros compromissos.
Mas em Curitiba, eu tinha um momento de esquecer um pouco esses problemas e esvaziar a cabeça, nesses momentos estava nadando, pedalando ou correndo!!

Quando estou “trabalhando” eu esqueço tudo e me concentro apenas no movimento dos músculos, articulações e esqueleto, e mesmo num movimento quase automático o foco é tanto que os efeitos são quase de uma meditação!
O problema é que quando estou viajando os treinos diminuem bastante e enquanto não estou treinando “deveria” estar resolvendo algum problema, deste jeito a preocupação tomou conta do meu dia-a-dia...

Me sentia impaciente e era constante a necessidade de buscar uma conexão de internet para resolver alguma coisa!
Mesmo sabendo que no Brasil, estariam todos dormindo, sentia a necessidade de abrir emails e me certificar de que não havia nenhum depósito ou conta a pagar, estava ancioso, preocupado e tenso, com problemas do outro lado do mundo...
Outra coisa que fazia, enquanto não treinava era me alimentar, então devo ter ganhado alguns kilos extras nessa 1ª semana!!
No dia da prova eu tomei dois energéticos, somando 188 mg de cafeína, e não me sentia nada “esperto”! 
Talvez comprovando o esgotamento mental, provocado pela preocupação com o lado financeiro, durante a semana...

Depois de pensar muito sobre isso, vi que de fato era um problema a resolver, fiz algumas técnicas de Yoga, como respirações e mentalizações (valeu Sérginho pelas dicas!!)

Hoje estou me sentindo bem melhor e mais tranqüilo, consigo dormir mais de 7 horas durante a noite e até dou um cochilo pela tarde, coisa que antes parecia impossível. O reflexo nos treinos também foi grande, estou me sentindo muito melhor e com vontade de largar uma próxima prova...
Espero a previsão etimológica funcional harvest paraglide do Gigio, nos comentários, pelo nome das cidades estar em errada, depois do peixe mula, na próxima prova eu não quero dizer Sydaney!!
Se bem que ainda sou o 8º da lista de espera, e talvez não consiga participar...

Agora em Ishigaki já estou confirmado, o maior problema mesmo é estabilizar os problemas pós-tsunami para não correr nenhum risco de saúde, como dizem, o difícil Échegaaki no Japão!!

Ahh, Gigio, valeu o CD do Fast, ficou animal, aquele cara que ganha a última é mesmo o cara hein!!! 
Aheauehauehaueh, vamo que vamo!!!

As fotos foram uma cortesia da Pâmella Oliveira e San Palma!!! 
Obrigaduuuu!!!

Ahhh, Agradeço também a todos que mandaram comentários dando força e passando energia positiva para as próximas provas!!! Vcs não sabem como estou ansioso pra competir outra vez! (Ops, mas nada ansioso que me atrapalhe psicológicamente!! rsrsrsrs)
Valeuuuu!!!