1500m de natação, 25km de ciclismo, e mais um pneu tubular furado...
Nunca tive rodas com pneus tubulares, pois a manutenção é alta. Mas achei que estava na hora de investir nessa opção e comprei um novo par de rodas...
Resumindo, o pneu tubular vem com a camera "integrada", ele é costurado e suporta muito mais pressão (aprox. 210psi), reduzindo o atrito e deslizando suavemente sobre o asfalto...
O problema é que nas curvas ninguém quer o tal deslize e como nessa Copa do Mundo o circuito era muito técnico, perdi muitas curvas e me embananei pra segurar a bike algumas vezes, não devia ter colocado tanta pressão... Entretanto sentia as pernas fortes e prontas pra girar o pedal com força nas retas e subidas.
Mas não tive mais chance... e na segunda prova que faço com esta roda nova, tive meu segundo pneu furado... :-(
Bom, não podia ficar chorando, se aprendi alguma coisa nas corridas deste ano, foi a perder...
E é importante saber perder, embora não seja fácil.
Durante a prova acredito que não devemos aceitar ficar pra trás de maneira alguma, temos que fazer o impossível pra chegar na frente... Porém depois da linha de chegada a prova acaba e de nada serve se torturar...
A vida continua! Sem desespero, é necessário estudar os pontos fracos, mas não podemos buscar consolo através da auto-punição...
Bom, não foi apenas azar que tive nessa viagem. Um grande amigo, o Anderson, me passou o contato da Renata que é brasileira e mora na Nova Zelândia com o Sergey, a Maire e o Amíli...
Pessoas super amigas e quase que instantaneamente nos tornamos melhores amigos!!
Eles estavam assistindo minha competição e logo que parei eles me alcançaram correndo. O susto virou alívio, pois haviam suposto que eu tinha sofrido um acidente, já que não me viram passar com os outros atletas...
Bom, terminada a disputa, fomos pra casa e seguimos jantar, celebramos nossa amizade e os bons momentos que passei na Nova Zelândia, com direito a champagne oferecido pelo Sergey!!


















