segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Domingo, no jornal Gazeta do Povo...

Matéria retirada do site gazetadopovo.com.br, referente a matéria impressa do dia 19/09/2010, domingo...











Mauro Cavanha, atual campeão brasileiro de triatlo olímpico, é uma das revelações do estado do Paranácom chances de brilhar internacionalmente. Esperança é que a Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2016, ajude a trazer investimentos desde já.
TRIATLO

Fonte desprezada

Falta de investimento deixa o esporte à deriva no Paraná e força promessas a debandarem para outros estados
Publicado em 19/09/2010 | ADRIANA BRUM
O Paraná tem o único atleta do país (Juraci Moreira) a participar de todas as Olimpíadas em que o triatlo foi disputado. Tem o atual campeão brasileiro de triatlo olímpico (Mauro Cavanha) e o atual campeão pan-americano júnior (Fellipe Gomes Santos). Ainda é a terra natal do vice-campeão de cross triatlo (Felipe Mo letta) e do brasileiro melhor colocado na etapa nacional na prova de longa distância, o Ironman (Guilherme Manoc chio). E é sede de uma das provas da modalidade mais tradicionais do país, o Sesc Triatlon Caiobá, disputado 22 vezes.
Lista que colocaria o estado como um dos principais polos do esporte no Brasil. Mas a falta de investimentos e de representatividade faz com que o esporte pouco tenha evoluído nos últimos anos em terras paranaenses. Por dívidas acumuladas, a Fede ração estadual da modalidade está, desde 2004, sem comando. Assim, muitos atletas filiaram-se em outros estados, onde recebem para competir.
Sem representatividade, não há como se precisar quantos tria tletas, profissionais e amadores, o estado tem atualmente. “O Pa raná não tem competições que somem pontos para um ranking classificatório. E os atletas têm de, sozinhos, buscar su porte pa ra competir”, diz o triatleta Luiz Iran Guimarães, dono de uma empresa de eventos de triatlo.
A ausência da Federação, diz Luiz Iran, tem data para acabar. Ele e um grupo de atletas estão organizando a reabertura da instituição para o início de 2011. “Vamos acertar a dívida existente hoje da Federação [de R$ 35 mil] com o dinheiro das filiações que vamos fazer. Assim, poderemos buscar melhores condições para o esporte”, fala.
Rio
A dificuldade em angariar patrocinadores para os atletas também pode diminuir nos próximos anos. “Os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, é um co meta de oportunidades. O es porte tem de estar preparado para pegá-lo. Conseguir patrocínio para triatlo é um desafio em todo o país, pela falta de visibilidade do esporte, que pouco a traiu a televisão. Isso tende a mu dar nos próximos anos. Os atletas que souberem apresentar propostas sérias ao empresariado vão se beneficiar”, afirma o diretor técnico da Confederação Brasileira de Triathon (CBTri), Marco La Porta.
Ele destaca que o Paraná tem ídolos em potencial, que têm de ser incentivados para não migrarem para outros estados. “Além do Juraci, que busca sua quarta participação em uma Olimpíada [hoje, o atleta está no Quênia, disputando uma das etapas que contam pontos para o ranking da União Internacional de Tria thlon], tem o Mauro Ca va nha, com chances de competir em Londres [2012], o Fellipe Go mes Santos e o Eduardo Lass, dois atletas do júnior que bem podem disputar os Jogos de 2016”.
Fazer com que os atletas te nham condições de treinamento em seus estados de origem, complementa La Porta, contribui para o crescimento nacional da modalidade. “O esporte não vive sem ídolos. Imagina a inspiração que é para um jovem atleta paranaense poder competir ao lado do Juraci, do Mauro? Se cada estado revelar dois ou três jovens atletas ao ano, teremos mais de 60 novos atletas competindo em alto nível”, fala.

LONDRES 2012

Paranaense mira ascensão em ranking internacional

Publicado em 19/09/2010
Mauro Cavanha é o atual campeão brasileiro de triatlo olímpico. Aos 25 anos, também é o paranaense melhor colocado no ranking nacional, na 7ª posição. Seu foco, porém, é outro ranking, o da ITU (União Internacional de Triatlo). O curitibano vai dedicar 2010 e 2011 às competições que valem pontos para subir nessa lista. Os melhores poderão competir em etapas da Copa do Mundo, classificatórias para a Olimpíada de Londres, em 2012.
Mesmo entre os principais atletas do país, Cavanha ainda não tem patrocinador, apesar do título recém-conquistado, diferentemente dos seus concorrentes. Assim, corre por fora pela vaga olímpica. “Acho que vou surpreender. Entre os brasileiros, cinco ou seis atletas são fortes concorrentes. O que me motiva é poder mostrar para quem não acreditou em mim que posso estar lá”, diz.
Mal venceu a segunda etapa do campeonato brasileiro – que, em agosto lhe garantiu o título com uma rodada de antecipação –, Mauro embarcou para a Europa, para disputar provas da ITU e somar os pontos no ranking internacional.
Para competir a prova no Hyde Park, em Londres, em 2012, defendendo o Brasil, vale fazer malabarismos financeiros, como somar o “paitrocínio” à renda mensal de R$ 1,5 mil que recebe do Bolsa Atleta (programa do Ministério do Esporte) e da verba recebida do benefício da Lei de Incentivo ao Esporte de Curitiba. Tudo para pagar as passagens de avião e hospedagem nas competições. Vale também estudar bem o calendário de provas e participar daquelas em datas próximas, para ampliar a estada no Velho Mundo e reduzir os gastos com os voos.
Os apoios também têm sido essenciais para manter o atleta dentro da rotina de treinamentos – tem acesso livre à academia, assessoria de marketing, suplementação alimentar sem custos. “Se fosse para pensar no lado financeiro, já teria desistido. A gente segue por amor”, diz o triatleta, que treina os sete dias da semana, revezando ciclismo, natação e corrida em sessões que variam de três a sete horas diárias.
Um amor que é cultivado com muita disciplina há 12 anos. A paixão começou em 1997, quando, durante as férias no litoral paranaense, assistiu a uma edição do Sesc Triathlon. Convenceu o pai a treinarem para participarem do evento. No ano seguinte, estrearam na prova.
Desde então, dedica-se ao esporte: fez intercâmbios nos Estados Unidos e Itália para se aprimorar e morou dois anos no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), entre 2007 e 2008. Neste ano, ficou em 2º lugar no Campeonato Sul-Americano.
De volta a Curitiba, decidiu ser seu próprio técnico. “Sempre tive o hábito de estudar muito sobre o esporte. Me habituei a traçar meus planos de treino, que anoto em agendas, e a cumprir o que me propuz”, conta. Autodidata na área esportiva, programa as sessões de corrida, pedal e piscina de modo que não conflitem com as aulas na faculdade de Direito. “Escolhi o curso porque queria algo que me desafiasse. Talvez eu me acomodasse se cursasse Educação Física”, diz. (AB)

2 comentários:

Xampa disse...

Espero que traga bons fluidos para vc. Vc merece. Em CTba tem tanta empresa, espero que te apoiem. Abs

Mauro Cavanha disse...

Valeu Xampa!!!